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Dois desembargadores do Maranhão são alvo da PF em investigação contra venda de decisões no TJ


PF investiga esquema de corrupção e venda de decisões no Tribunal de Justiça do Maranhão Polícia Federal A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (1º), a Operação Inauditus para investigar um esquema de venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). Ao todo, estão sendo cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os desembargadores Antônio Pacheco Guerreira Jr, do Fórum de Imperatriz, e Luiz de França Belchior Silva, estão entre os alvos. Além deles, assessores, ex-assessores, juiz, advogado e ao menos um empresário. A investigação apura a prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo a PF, o esquema envolvia o direcionamento de decisões judiciais, com prioridade seletiva na tramitação de processos e distribuição irregular de ações. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp Além das buscas, a Justiça determinou a prisão preventiva do principal operador do esquema e o afastamento de um desembargador, três assessores e uma servidora. Também foram impostas medidas cautelares, como a proibição de acesso ao TJMA, a restrição de contato entre os investigados e o monitoramento eletrônico de seis pessoas. A decisão autorizou o sequestro e o bloqueio de bens, que podem somar até R$ 50 milhões, de forma solidária entre os principais investigados. Veja os vídeos que estão em alta no g1 De acordo com os investigadores, magistrados, assessores e outros envolvidos teriam atuado de forma coordenada para beneficiar uma das partes em um litígio agrário de alto valor, em troca de vantagens indevidas. Durante a apuração, também foram identificadas movimentações financeiras suspeitas, com indícios de ocultação da origem ilícita dos recursos. Os mandados estão sendo cumpridos em gabinetes, escritórios de advocacia e empresas, nas cidades de São Luís, São José de Ribamar, Arari, Balsas, Bacabal e Guimarães, no Maranhão. A operação também ocorre em Fortaleza (CE), São Paulo (SP) e Lagoa Seca (PB). Somadas, as penas máximas previstas para os crimes investigados podem chegar a 42 anos de prisão.

source https://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2026/04/01/pf-investiga-esquema-de-corrupcao-e-venda-de-decisoes-no-tribunal-de-justica-do-maranhao.ghtml
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